O seu navegador é muito antigo :-(

Dica: Troque para um navegador moderno para ter uma melhor experiência no SíndicoNet 😉

Saiba mais ×
  • Menu de produto Produtos
  • Cotar

  • Anunciar

Logo SíndicoNet
Ir ao topo

Área Pro

Entrar

ASSINE

Busca

Menu

Favoritos Cotar Anunciar Entrar no SindicoNet

Conheça nossos produtos

CoteiBem Experts Conexão
  • Informe-se
    • Início
    • Administração
    • Boletins
    • Colunistas
    • Convivência
    • Creators
    • Jurisprudências
    • Legislação
    • Manutenção
    • Mercado
    • Notícias
    • Para Moradores
    • Podcasts
    • SíndicoNet TV
    • Testes
    • Webstories
  • SíndicoNet IA
    • Início
    • Consultor Condominial
    • Comunicados
    • Comparador de orçamentos
    • Agente do condomínio
  • Fornecedores
    • Início Pedir orçamentos Seja um fornecedor Ver todas as categorias
  • Downloads
    • Início
    • Planner do síndico
    • Informativos mensais
    • Banners para whatsapp
    • Cartas
    • Cartazes e Comunicados
    • Compartilhados
    • Documentos
    • E-books
    • Fichas e formulários
    • Infográficos
    • Planilhas
    • Powerpoint
    • Preparativo do Síndico
    • Regulamentos
  • Tira Dúvidas
    • Início
    • Administradoras
    • Assembleias
    • Convivência
    • Diversos
    • Finanças
    • Funcionários
    • Inadimplência
    • Jurídico
    • Manutenção
    • Plantão Covid-19
    • Central de ajuda
  • Cursos Online
    • Início
    • Formandos
    • Sala de Aula
    • Suporte técnico
  • Serviços
    • Início
    • Receita garantida
    • Linhas de Crédito
    • Doações em geral
    • Consultoria em Segurança
  • Empregos
    • Início
    • Cadastrar Currículo
    • Cadastrar Vaga
    • Currículos
    • Vagas
  • Eventos e Lives
    • Início
    • Calendário
    • Cadastrar evento (gratuito)
  1. Home
  2. Informe-se
  3. Notícias
  4. Jurídico
  5. Décadas de conflito
Jurídico


Décadas de conflito

RJ: Residencial de luxo é condenado por restringir passagem de caiçaras

segunda-feira, 4 de março de 2024
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Indicar 0

Justiça proíbe condomínio de luxo em Paraty de limitar passagem de caiçaras

OUTRO LADO: administração diz que está avaliando as soluções jurídicas que deverão ser tomadas

A juíza Mônica Maria Cintra Leone Carvalho, da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis, determinou que o Condomínio Laranjeiras, em Paraty (RJ), deve garantir a livre passagem de caiçaras da região da praia do Sono, Laranjeiras e Ponta Negra pelas vias internas do loteamento.

Procurado, o empreendimento de luxo afirma que avalia as soluções jurídicas que deverão ser tomadas. Como mostrou uma reportagem da Folha publicada em 2022, o maior problema entre o condomínio e os caiçaras é a restrição dessa passagem. Isso porque essas comunidades dependem da travessia para chegar até o ponto de ônibus, e o empreendimento é a única saída para as praias.

  • Siga o canal do SíndicoNet no WhatsApp para receber conteúdos em primeira mão!

Atualmente, condôminos, funcionários e moradores da Vila Oratório — que faz fronteira com o empreendimento — podem passar no condomínio a pé para acessar as praias. Porém, quem vive mais afastado nas praias do Sono e Ponta Negra, cuja principal fonte de renda é o turismo, não.

Para esses caiçaras e turistas, é necessário pegar uma van que faz o trajeto entre a marina do condomínio e o ponto de ônibus, das 8h às 18h. Para chegar até a van, a maioria faz o trajeto via lanchas, que dura, em média, de 15 a 25 minutos — há também uma trilha, mas o acesso é difícil para quem precisa carregar malas ou compras do mercado.

A decisão foi celebrada pela comunidade local. Para o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ), a decisão é uma vitória para os caiçaras região.

"Essa decisão é fruto de uma luta árdua e persistente das comunidades, que foram privadas durante décadas do seu direito fundamental de ir e vir. Agora, as famílias caiçaras voltam a circular livremente pelos caminhos tradicionais que historicamente fazem parte do seu território nacional", afirmou ele durante sessão nesta terça-feira (27).

Na decisão, a juíza diz que os caiçaras são respaldados pela legislação brasileira, além de estarem amparados pelo direito internacional. "A presente ação tem por objeto a garantia de direitos humanos reconhecidos internacionalmente e direitos fundamentais reconhecidos pela CRFB/88 [Constituição de 1988] e titularizados por povos tradicionais de Paraty", argumenta.

"O condomínio, por sua vez, passa ao largo do debate acerca de direitos humanos e fundamentais de povos tradicionais, como se disso não se tratasse", diz outro trecho da decisão.

O empreendimento também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 400 mil por danos morais coletivos cometidos contra comunidades tradicionais da região.

Morador de Ponta Negra, Cauê Villela afirma que os proprietários "são uma potência econômica". "É inegável, 90% do PIB brasileiro está alí. É uma Beverly Hills ao lado, enquanto, do outro, temos famílias que não têm nem um banheiro para usar."

A ação, movida pelo MPF (Ministério Público Federal) em 2018, atende a uma demanda histórica das populações locais. A construção do empreendimento na segunda metade da década de 1970 transferiu caiçaras que viviam à beira da praia para loteamentos nas encostas do enclave montanhoso que caracteriza a região.

  • Leia também: 9 cuidados especiais com condomínios em encostas

Essa não é a primeira ação protocolada contra o Condomínio Laranjeiras. Ainda em 1981, logo após sua inauguração, uma ação de reintegração de posse foi movida pela União, pleiteando a criação de rotas de acesso à praia que haviam sido bloqueadas pelo loteamento. Em 1983, o município de Paraty também questionou a proibição do acesso de transporte coletivo nas vias internas do condomínio.

Ambos os casos são citados em ação movida pelo MPF em 2009 a pedido de lideranças comunitárias. O processo também tratava da dificuldade de deslocamento dos caiçaras por seus caminhos tradicionais.

Em 2016, um acordo foi firmado. Porém, moradores das comunidades avaliavam que o tratado foi feito de forma arbitrária entre a procuradora da época, Monique Cheker, e o condomínio. A ação movida em 2009 e o posterior acordo, de 2016, foram usados pela defesa do condomínio para questionar o processo atual, mas o pleito foi rejeitado.

"Embora aparentemente o objeto da ação civil pública [de 2009] esteja se repetindo na presente ação, que pretenderia dar solução diferente à lide já anteriormente deduzida e encerrada por autocomposição, isso não é verdade", diz a decisão.

De acordo com a Justiça, enquanto o pleito de 2009 tratava do direito de acesso a praias da União pela população em geral, a ação atual teria por objetivo a garantia de direitos fundamentais das comunidades.

O processo julgado nesta segunda-feira pede a anulação do tratado firmado por Checker. Na sentença, a juíza declara falta de interesse processual no pedido, ou seja, como a ação anterior diz respeito à coletividade em geral e não aos povos tradicionais em específico, não haveria legitimidade no pedido de anulação do acordo.

No acordo de 2016, o condomínio se comprometeu a fazer o transporte de passageiros até um cais que fica dentro da propriedade em horários pré-determinados. Uma van do condomínio fazia o trajeto de caiçaras e turistas entre a marina do condomínio e o ponto de ônibus próximo de sua portaria, das 8h às 18h.

Cerca de dez dias após o acerto, uma moradora da praia do Sono foi processada por andar a pé dentro da área. Em 2021, época em que a Folha visitou o local, ao menos 24 caiçaras respondiam a processos por terem caminhado nas vias internas do loteamento.

Além de determinar a desobstrução das vias internas para circulação de caiçaras, a sentença também obriga o empreendimento a liberar a entrada de caminhões de lixo da prefeitura em suas dependências.

A coleta nas comunidades da região é feita por via marítima e, sem a possibilidade de retirada dos resíduos pelas ruas do condomínio, o transporte tem de ser feito contornando a APA Cairuçu por mar, em um trajeto mais longo e custoso.

Na decisão, a magistrada também delibera sobre a criação de três RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) sobrepostas a comunidades tradicionais caiçaras e territórios quilombolas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/03/justica-proibe-condominio-de-luxo-em-paraty-de-limitar-passagem-de-caicaras.shtml

Gostou do conteúdo? Compartilhe:
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Indicar 0

Sugerir Pauta

Imprimir Página

Encontre o fornecedor certo para o seu condomínio

Logo CoteiBem SíndicoNet
fechar
Like 0
Amei 0
Feliz 0
Surpreso 0
Triste 0
Raiva 0
Reagir
fechar

Link copiado!

WhatsApp WhatsApp Twitter Twitter LinkedIn LinkedIn E-mail Indicar Copiar link Copiar link
Compartilhar
Comentar
Favoritar
Desfavoritar
Topo
fechar
Gostou desta página do SíndicoNet?

Para enviar para mais de uma pessoa, separe os endereços de e-mail por vírgula.

Para enviar para mais de uma pessoa, separe os endereços de e-mail por vírgula.

Ao informar os seus dados, você confirma que está de acordo com a Política de Privacidade e com os Termos de Uso do SíndicoNet.

Web Stories

Ver mais

Modus operandi revelado: como quadrilha invade apartamentos no Rio de Janeiro

Segurança da Informação: checklist para condomínios

Caixa de gordura do condomínio: você está cuidando bem desse ativo?

PCMSO: O que é?

Síndico profissional: cuidado com as propagandas enganosas!

Inadimplência no condomínio: entenda os prejuízos

Aviso importante:

O portal SíndicoNet é apenas uma plataforma de aproximação, e não oferece quaisquer garantias, implícitas ou explicitas, sobre os produtos e serviços disponibilizados nesta seção. Assim, o portal SíndicoNet não se responsabiliza, a qualquer título, pelos serviços ou produtos comercializados pelos fornecedores listados nesta seção, sendo sua contratação por conta e risco do usuário, que fica ciente que todos os eventuais danos ou prejuízos, de qualquer natureza, que possam decorrer da contratação/aquisição dos serviços e produtos listados nesta seção são de responsabilidade exclusiva do fornecedor contratado, sem qualquer solidariedade ou subsidiariedade do Portal SíndicoNet.
Para saber mais, acesse nosso Regulamento de Uso.

Não encontrei o que procurava Quero anunciar no SíndicoNet

Sindiconet

  • Anuncie
  • Seja um parceiro
  • Contato
  • Imprensa e Jornalismo
  • Cadastre-se
  • Mídia Kit
  • Quem somos
  • Suporte Técnico
  • Não encontrei o que procurava
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Informe-se

  • Início
  • Administração
  • Boletins
  • Colunistas
  • Convivência
  • Creators
  • Jurisprudências
  • Legislação
  • Manutenção
  • Mercado
  • Notícias
  • Para Moradores
  • Podcasts
  • SíndicoNet TV
  • Testes
  • Webstories

SíndicoNet IA

  • Início
  • Consultor Condominial
  • Comunicados
  • Comparador de orçamentos
  • Agente do condomínio

Fornecedores

  • Início
  • Administração
  • Infra-estrutura
  • Obras e Reformas
  • Produtos em geral
  • Serviços gerais

Downloads

  • Início
  • Planner do síndico
  • Informativos mensais
  • Banners para whatsapp
  • Cartas
  • Cartazes e Comunicados
  • Compartilhados
  • Documentos
  • E-books
  • Fichas e formulários
  • Infográficos
  • Planilhas
  • Powerpoint
  • Preparativo do Síndico
  • Regulamentos

Tira Dúvidas

  • Início
  • Administradoras
  • Assembleias
  • Convivência
  • Diversos
  • Finanças
  • Funcionários
  • Inadimplência
  • Jurídico
  • Manutenção
  • Plantão Covid-19
  • Central de ajuda

Cursos Online

  • Início
  • Formandos
  • Sala de Aula
  • Suporte técnico

Serviços

  • Início
  • Receita garantida
  • Linhas de Crédito
  • Doações em geral
  • Consultoria em Segurança

Empregos

  • Início
  • Cadastrar Currículo
  • Cadastrar Vaga
  • Currículos
  • Vagas

Eventos e Lives

  • Início
  • Calendário
  • Cadastrar evento (gratuito)

Copyright 2026 SíndicoNet - Todos os direitos reservados. Reprodução Proibida.