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Morte de cão apurada

SC: Adolescente é apontado como responsável por agressão a Orelha

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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Cachorro assassinado
Durante as investigações, descobriu-se que o porteiro havia registrado conflitos anteriores com um grupo de adolescentes durante o verão
Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil concluiu nessa terça (3) a investigação sobre a morte do cachorro Orelha, apontando um adolescente como o principal suspeito da agressão. O órgão solicitou à Justiça a internação do jovem, uma medida socioeducativa equivalente à prisão para adultos.

A apuração envolveu a oitiva de 24 testemunhas e a análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, além do uso de um software de geolocalização para rastrear a movimentação do adolescente.

Orelha foi encontrado com ferimentos graves em 5 de janeiro. Apesar dos esforços para salvá-lo, o cão não resistiu. O veterinário Derli Loyer, responsável pelo atendimento, descreveu o estado em que o animal foi encontrado:

"Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo. Foi tentado dar os primeiros procedimentos, a soroterapia e tentar levantar ele, mas como ele estava muito grave, ele veio a óbito logo em seguida".

Quatro indiciados pela morte de Orelha

Durante a apuração, agentes identificaram roupas usadas pelo adolescente no dia do crime, como um moletom e um boné rosa. Segundo os investigadores, um familiar tentou esconder os itens na chegada do jovem ao aeroporto após viagem ao exterior.

Além disso, o adolescente teria apresentado contradições em depoimento. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele saiu de um condomínio por volta das 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro e retornou às 5h58, contrariando sua versão inicial.

Além do adolescente, três adultos — pais e um tio de jovens investigados, sendo dois empresários e um advogado — foram indiciados pelo crime de coação à testemunha. De acordo com a Polícia Civil, eles teriam tentado intimidar o porteiro de um condomínio que possuía imagens relevantes para a investigação.

O crime de coação no curso do processo prevê pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa. Laudos da Polícia Científica apontaram que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido. Devido à gravidade das lesões, o animal foi submetido à eutanásia.

Em nota, a defesa do adolescente afirmou que houve “politização do caso” e alegou que as provas apresentadas seriam circunstanciais, além de reclamar da falta de acesso integral aos autos do inquérito.

A Polícia Civil também responsabilizou outros quatro jovens por maus-tratos contra Caramelo, cão comunitário que sofreu tentativa de afogamento no mesmo dia, mas conseguiu escapar.

Porteiro de condomínio prestou depoimento

A investigação ganhou novos elementos após moradores indicarem um porteiro de condomínio como testemunha importante, aproximadamente uma semana depois do falecimento do animal. O funcionário prestou dois depoimentos distintos às autoridades.

Durante as investigações, descobriu-se que o porteiro havia registrado conflitos anteriores com um grupo de adolescentes durante o verão. Os desentendimentos envolviam comportamentos inadequados, xingamentos e questões relacionadas a horários de entrada e saída do prédio.

O porteiro fotografou dois dos jovens envolvidos nas discussões e compartilhou as imagens em um grupo de mensagens, junto com um áudio comentando sobre os problemas.

"Na mesma noite que eles arranjaram confusão comigo, eles, parece, que deram umas pauladas em um cachorro. E, depois, foram lá e mexeram na barraca ainda. É seis folgados. São seis folgados que tem aí", disse o porteiro no áudio.

No entanto, o próprio funcionário esclareceu em depoimento que não presenciou a agressão ao animal. "Agora lá sobre a situação do cachorro, eu não posso acusar que foram eles. E eu digo para senhora: se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria que eram eles", declarou.

Em outro trecho de seu depoimento, o porteiro relatou os conflitos com os adolescentes: "Eu fui bastante xingado, né? Eu tenho um vídeo deles danificando lixeiras na frente do condomínio. Isso duas, três horas da manhã. E eles xingavam de porteiro de merda, assalariado, lá, não sei o quê, e velho, e barrigudo. Eu gravei bem esses guris por causa dessas coisas".

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de quatro adolescentes suspeitos e em endereços vinculados aos seus responsáveis. Após a divulgação das fotos dos adolescentes, os pais dos jovens registraram boletim de ocorrência ao descobrirem que as imagens circulavam na internet. O porteiro também registrou B.O. por ameaça.

Câmeras de segurança registraram um encontro entre o porteiro e familiares dos adolescentes. A delegada de Proteção Animal Mardjoli Valcareggi explicou a situação:

"E nesse momento, uma dessas pessoas estava com volume na região da cintura, que deu a entender ali, tanto para a vítima, que seria a pessoa coagida, quanto para duas testemunhas que estavam presentes no momento da discussão, que poderia ser uma arma de fogo. Nós representamos para um mandado de busca e apreensão no endereço desse suspeito e não foi localizada essa arma".

Como agir diante de agressão a animal comunitário?*

Quando há agressão a animal em condomínio, o foco é: ✅ cessar a violência e proteger o animal, ✅ preservar provas, ✅ comunicar as autoridades rapidamente, e ✅ tratar a conduta dentro das regras do condomínio (advertência/multa e, se necessário, outras medidas).

1) Ações imediatas (na hora ou logo após) ✅

  1. Garanta a segurança: não confronte o agressor sozinho(a) se houver risco. Se a situação estiver ocorrendo, peça apoio (porteiro/zelador/segurança) e priorize encerrar o ato com segurança.

  2. Cuide do animal: leve a um local seguro e providencie atendimento (se houver ferimentos).

  3. Preserve provas (isso faz toda diferença):

    • anote data, hora, local;

    • identifique testemunhas (nome/unidade/contato);

    • guarde fotos/vídeos e qualquer registro do estado do animal;

    • solicite imediatamente a separação das imagens das câmeras (backup), se existirem.

📌 Observação importante: se o fato ocorreu em área privativa (dentro do apartamento), pode haver limitações de acesso a provas pelo condomínio — ainda assim, vale apurar, pedir relatos e preservar o que for possível (como imagens de áreas comuns e entradas/saídas).

2) Denúncia às autoridades (prazo e como fazer) ⚠️

Mesmo sendo “animal comunitário”, a orientação é tratar como maus-tratos e levar o caso ao Poder Público.

  • Se o síndico/condomínio tomou ciência do fato, a recomendação é denunciar em até 24 horas, descrevendo o máximo de detalhes possível e, se puder, identificando o agressor, além de descrever o animal e os indícios/provas. ⚠️
  • Além disso, é prudente registrar Boletim de Ocorrência para formalizar os fatos e resguardar a coletividade, especialmente em situações graves, com ameaça ou agressão efetiva.

3) Providências internas no condomínio (advertência/multa e disciplina) ✅🚫

Paralelamente à denúncia, o condomínio pode e deve agir na esfera condominial, desde que tenha base documental (convenção/regimento) e provas mínimas:

  • Notificação/advertência por escrito ao morador/ocupante identificado;
  • Multa, conforme previsão na convenção/regimento, sobretudo em caso de reincidência;
  • Assembleia específica (quando a situação for grave/antissocial) para deliberar medidas e reforçar regras de convivência;
  • Comunicação formal aos condôminos (sem expor dados sensíveis indevidamente), reforçando que o condomínio não tolera violência e que denúncias devem ser registradas com evidências.

📌 Na prática, um caminho comum é: coletar provas → notificar → aplicar penalidade → (se necessário) assembleia e medidas adicionais.

4) Como “enquadrar” o animal comunitário na gestão (para evitar novos casos)

Para reduzir conflito e dar respaldo às ações do síndico, ajuda muito o condomínio ter um procedimento simples aprovado/registrado, como:

  • quem são os responsáveis pela alimentação/acolhimento (rodízio ou comissão);

  • onde pode ficar água/comida e regras de higiene;

  • orientação para que qualquer incidente seja comunicado por escrito à administração;

  • protocolo para captura/atendimento veterinário em emergências.

Isso diminui desculpas do tipo “ninguém cuida” ou “não é do condomínio” e ajuda a comunidade a agir de forma organizada.

 

 

 

 

 

*  Conteúdo gerado pela Inteligência Artificial do SíndicoNet. Teste aqui! 
 

Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)

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