Fogo
PI: Incêndio em carro elétrico gera R$ 1 mi em condomínio
Um carro elétrico pegou fogo na garagem de um condomínio em Teresina (PI). O incêndio aconteceu na terça-feira (17) durante o carregamento do veículo. As chamas atingiram o subsolo do edifício e causaram prejuízos estimados em R$ 1 milhão.
O fogo começou enquanto o automóvel estava conectado ao sistema de recarga na área de garagem do prédio residencial. As chamas se espalharam pelo subsolo da edificação. O episódio trouxe questionamentos sobre os perigos da mobilidade elétrica e suas consequências para o setor securitário.
As dúvidas abrangem desde a extensão da cobertura oferecida pelas apólices até a identificação dos responsáveis pelos prejuízos causados a terceiros. O incidente envolveu o proprietário do veículo elétrico e afetou o condomínio. Os moradores e a administração do edifício foram impactados pelos danos materiais.
Seguro auto cobre incêndio em veículos elétricos
Fred Almeida, consultor em gestão de riscos e cofundador da BMEX Group, esclarece que a apólice de seguro automotivo geralmente contempla situações de incêndio.
"De forma geral, o seguro auto cobre incêndio, inclusive quando há perda total do veículo. Ou seja, sob a ótica do segurado, a indenização tende a ocorrer normalmente", explica.
A questão mais complexa surge quando o sinistro provoca danos a terceiros. A responsabilidade pode ser atribuída a diferentes partes, dependendo da causa que originou o incêndio.
O dono do automóvel pode ser acionado judicialmente. A cobertura seria fornecida pelo seguro auto através da garantia de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF-V), desde que seja comprovada sua responsabilidade no evento.
A responsabilidade pode ser atribuída ao fabricante do veículo quando há defeito de fabricação. Se a falha estiver relacionada à instalação do sistema de recarga, o prestador do serviço que realizou a instalação pode ser considerado responsável.
O condomínio também pode ser envolvido na questão, especialmente se forem identificados problemas na infraestrutura elétrica do edifício. O seguro condominial pode ser utilizado para cobrir danos à estrutura ou responsabilidade civil nessas situações.
Seguradoras podem buscar reembolso após indenização
Fred Almeida aponta uma falha recorrente na abordagem desses sinistros.
"O erro mais comum nesses casos é tentar resolver um problema multifatorial com uma única apólice. O seguro auto protege o segurado, mas não resolve sozinho todo o ecossistema do sinistro", destaca.
O consultor explica que as seguradoras podem indenizar os prejuízos e, em momento posterior, buscar reembolso de quem for identificado como responsável pelo dano.
"Se houver discussão sobre a origem do incêndio, como defeito de fabricação ou falha externa, a seguradora pode questionar a obrigação de indenizar. Muitas vezes, ela paga e depois exerce o direito de regresso", afirma.
Os automóveis elétricos já demandam cuidado especial na contratação do seguro. A atenção deve ser redobrada principalmente em relação aos limites de responsabilidade civil estabelecidos nas apólices.
Fred Almeida ressalta a mudança na natureza dos riscos envolvidos. "O risco deixou de ser apenas individual e passou a ter impacto coletivo", ressalta o especialista.
Como lidar com incêndios em condomínios ocasionados pela recarga de veículos elétricos?*
✅ Como lidar (prevenção + resposta)
- 🚫 Proíba “gambiarras”: nada de extensão, “benjamin”, tomada comum ou carregador portátil em garagem coletiva.
- 📌 Regularize a infraestrutura: recarga só com estação fixa e circuito exclusivo, com proteções e instalação conforme diretrizes do Corpo de Bombeiros do seu estado (exigir projeto/ART).
- ⚠️ Garagem fechada/subterrânea exige cautela redobrada: incêndio em bateria pode ser difícil de extinguir e pode reacender; prevenção e resposta rápida são essenciais.
- 🛡️ Atualize o plano de emergência (brigada/simulados) e comunique a seguradora sobre a existência/uso de recarga para evitar problemas de cobertura.
- 🚨 Em caso de fogo: acione os Bombeiros (193), alarme/portaria e evacue; não tente “resolver sozinho” se houver risco
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