25/07/11 09:21 - Atualizado há 6 anos
A atividade de administradores também teve que se adaptar a essa nova realidade levando em conta a sua complexidade e as rápidas e constantes mudanças, aliás características do mundo moderno.
Em todas as atividades onde as mudanças ocorreram numa velocidade muito rápida, os setores e as pessoas envolvidas levaram certo tempo para ajustar e adaptar suas condutas. Desviando-se assim inicialmente de suas metas. Não foi diferente nos Condomínios: moradores, síndicos, funcionários, rede de profissionais e empresas ajustam constantemente suas atividades para torna-las eficientes e lucrativas. Somente em São Paulo fala-se num mercado de que movimenta mais de R$ 1 bilhão mensais.
Evidentemente que essas cifras tornam-se um atrativo para todos os envolvidos. Atrativo no sentido profissional de gestão, mas que também pode atrair algumas ações indesejáveis. Não podemos ignorar ações conhecidas de obras não realizadas, contratos que favorecem determinadas companhias e outras ações de maior ou menor envergadura que ferem a ética da atividade, os princípios morais que devem ser observados no exercício de uma profissão ou função.
Há muito que a administração de condomínios vêm passando por experiências cujos resultados nem sempre são satisfatórios: Orçamentos com vícios, clientelismo nas escolhas dos prestadores de serviços, para não falar de coisas mais graves. Sem esquecer também as mais simples que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.
As administradoras profissionais de condomínios têm um importante papel no saneamento e profissionalização do setor. A estrutura e a sua capacitação profissional permite uma gestão cujos componentes minimizam ou impossibilitam essas ações indesejáveis, qualquer que seja a sua origem.
É absolutamente imperioso que as empresas que assessoram profissionalmente os condomínios não se envolvam nessas negociatas. Isso comprometeria a lisura do processo como um todo, de tal forma que, com a estrutura que possuem e com sua capacidade operacional , exerçam um papel importante e indispensável na modernização e na ética da gestão condominial profissional.
Poderíamos enumerar um sem fim de atitudes que tornam a vida em condomínios mais agradável e amena, pois o senso comum é a busca da harmonia em local de nossa moradia e de nossa família.
Resgatar a credibilidade em nossa atividade é o nosso principal desafio. Desafio que deve superar até mesmo alguns princípios da concorrência entre administradoras, deixando que nossos clientes e futuros clientes optem pelo perfil que lhes é mais adequado, nunca resultado de assédio comercial agressivo ou da concorrência predatória.
A transparência, o profissionalismo a capacitação técnica e principalmente a ética nas atividades diárias devem ser os princípios que norteiam nossa atividade e que deve permear todos os envolvidos: moradores, funcionários e profissionais desse segmento.
(*) Gabriel Karpat, economista (PUC-SP), mediação e arbitragem (FGV), especialista em condomínios, autor de livros e diretor da GK administração de Bens.