sexta-feira, 6 de novembro de 2026
O brasileiro Rafael Pereira Modesto, de 39 anos, foi encontrado morto no apartamento onde morava em Paris, na França, no sábado (31). Natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ele trabalhava como modelo e estilista na capital francesa.
A família tomou conhecimento do ocorrido após uma semana sem notícias. O último contato de Rafael com os parentes havia sido em 23 de outubro. Preocupados com o silêncio, os familiares pediram a uma amiga que mora na França que fosse até o apartamento verificar a situação. A amiga não conseguiu contato, e os bombeiros e a polícia francesa foram acionados. Ao arrombar a porta, as equipes encontraram o corpo do brasileiro no imóvel.
A causa da morte não havia sido informada à família até o fechamento desta reportagem.
Rafael deixou Uberlândia aos 18 anos com o sonho de conhecer o mundo. Morou em diferentes países da Europa antes de se estabelecer em Paris, onde construiu carreira na área de moda. Sua madrasta, Juliana Costa, que o conhecia havia cerca de 25 anos, o descreveu como alegre, ambicioso e apaixonado por viagens. No momento da morte, ele não tinha emprego fixo, embora continuasse atuando como modelo e estilista.
Mesmo a milhares de quilômetros de distância, Rafael mantinha contato diário ou a cada dois dias com a mãe, a irmã e a avó. Juliana destacou o laço forte que ele tinha com a avó materna e com a mãe, e contou que ele demonstrava preocupação constante com a saúde dos familiares mais velhos. Após o pai ter pneumonia, passou a manter contato mais frequente com ele também.
"Ele era um rapaz muito ambicioso, feliz, gostava de moda, ele trabalhava como estilista e modelo", afirmou Juliana. Ela acrescentou que Rafael "era muito, muito, muito agarrado à avó materna e à mãe". O modelo completaria 40 anos em 4 de dezembro.
"Foi desesperador. A gente ficou sem saber, mandando mensagens, tentando contato com alguém lá que pudesse falar alguma coisa dele e saber onde ele morava. Foi tudo muito difícil", disse a madrasta.
Além do luto, a família enfrenta dificuldades financeiras para trazer o corpo ao Brasil. Os custos com documentação e traslado devem chegar a aproximadamente R$ 50 mil, segundo Juliana. Para viabilizar o retorno, os parentes abriram uma campanha de arrecadação por Pix, que havia levantado cerca de R$ 9 mil até a publicação desta reportagem.
Uma cunhada de Rafael assumiu a responsabilidade de manter contato com o consulado brasileiro em Paris e obter orientações sobre os procedimentos necessários. O Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que o Consulado-Geral do Brasil em Paris tem conhecimento do caso e está em contato com a família, prestando a assistência consular cabível.
Fonte: Contéudo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)